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Congresso Internacional de Filosofia da Natureza | novo prazo

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Chamada para trabalhos, Ciências Humanas, Ciências Sociais, Filosofia

Congresso Internacional de Filosofia da Natureza

As Entranhas da Natureza
Causalidades, Processos Causais e Conceções de Natureza

Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais
Universidade Católica Portuguesa
Braga, 10-12 de setembro de 2018

Prorrogação de prazo de submissão de propostas até 25 de Maio


A reflexão sobre o conhecimento da Natureza (nas suas várias aceções) a partir do diálogo com as ciências constitui a Filosofia da Natureza. Esta toma para seu objeto de estudo os objetos de estudo das ciências específicas, mas analisando-o numa perspetiva filosófico­‑metafísica, visando chegar a uma compreensão abrangente, interdisciplinar e harmónica das diversas imagens da Natureza – nem sempre consistentes –, oriundas das várias ciências.

Uma visão integrada da Natureza é fundamental para a compreensão que o ser humano tem de si mesmo e da sua relação com o Mundo e com os seus semelhantes, de modo a permitir um melhor equilíbrio e realização pessoal e social, a construção de sociedades mais inclusivas e uma interação mais sustentável com o nosso planeta (estilos de vida sustentáveis nos planos humano e ecológico).

A questão da causalidade entre os diversos fenómenos naturais é um dos temas atuais que mais desafios coloca ao diálogo interdisciplinar entre cientistas, filósofos e teólogos. Desde os alvores da Ciência Moderna, no séc. XVII, concebeu-se a causalidade a partir de uma noção reducionista (a causalidade bottom-up), entendida a partir das ações exercidas entre objetos elementares, constituintes de sistemas mais amplos. Contudo, a ciência contemporânea veio alertar para os limites desse paradigma reducionista tradicional, chamando a atenção para outro tipo de causalidade (top-down), presente nos sistemas complexos e exercendo-se a partir do seu todo para as suas partes constituintes. A causalidade de tipo top-down tem sido estudada nos âmbitos da física, química, microbiologia, epigenética, biologia evolutiva, fisiologia, neurociências/ciências cognitivas, psicologia, ciências sociais e ciências da computação e da informação. Além disso, a causalidade top-down tem sido tópico de estudo não só no âmbito de cada ciência particular, mas também ao nível da relação entre as várias ciências, o que levanta a questão de saber se esta causalidade tem vários tipos, sendo, portanto, multifacetada e complexa. Por outro lado, esta causalidade está ligada à emergência contextual da complexidade ao longo do processo evolutivo do cosmos, relacionando fenómenos entre níveis vizinhos da hierarquia de sistemas complexos, sendo também de grande relevância para o estudo da mente, da ética e do fenómeno religioso.

É particularmente relevante para a investigação atual sobre os aspetos filosóficos da causalidade abordar os seguintes tópicos: como se relacionam os níveis superiores e inferiores de causalidade; quando é que variáveis de níveis superiores podem ou não ser obtidas por “granulação grossa” (coarse graining) de variáveis de níveis inferiores, nas diferentes ciências; como identificar níveis de causalidade e emergência em estruturas complexas; se a causalidade top-down é real ou é apenas um epifenómeno de níveis inferiores; qual a relação entre causalidade top-down, emergência contextual de complexidade e reducionismo (causalidade bottom-up), particularmente no contexto da suposta “completude causal” da física fundamental; em que medida a causalidade top-down é prevalente em física quântica.
 

Chamada para Comunicações

O Congresso aceita comunicações individuais e em português, inglês ou espanhol), a serem apresentadas em sessões paralelas, nas seguintes linhas temáticas:

  • História e Filosofia da Natureza;

  • Natureza, Filosofia e Metafísica;

  • Natureza e Ciência Contemporânea;

  • Natureza, Emergência e Complexidade;

  • Natureza e Conceções da Ética;

  • Natureza, Ecologia e Pensamento Social Contemporâneo;

  • Natureza e Conceções de Ser Humano;

  • Natureza, Ciências Cognitivas, psicologia e Neurociências;

  • Natureza, Arte, Estética e Literatura;

  • Natureza e Teologia;

  • Natureza e Ciências da Linguagem e da Comunicação.


Mais informações no site do Congresso Internacional de Filosofia da Natureza.

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