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Chamada para trabalhos: Colóquio Internacional Paisagem e Literatura

Início: Fim: Data de abertura: Data de encerramento: Países: Portugal

Literatura, Chamada para trabalhos, Crítica Cultural, Paisagem

O Colóquio Internacional Paisagem e Literatura: Cartografias do espaço e da memória acontece em Braga no dia 27 de março de 2017. Organizado pelo Grupo de Investigação Memória e Diálogos Literários do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (CEFH) da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa( UCP), o evento tem como foco a relevância simbólica da paisagem na Literatura. A data limite para envio de propostas de comunicação decorre até 15 de Janeiro de 2017.

Eixo temático

Ao longo dos séculos, da poesia à prosa, a literatura sempre manteve uma relação fecunda com a paisagem envolvente, como tema múltiplo, em articulação com várias áreas do conhecimento humano (das Artes, da Literatura e da Cultura, à Filosofia, História, Sociologia, Geografia e Psicologia). Desde o bucolismo de Diogo Bernardes e de F. Sá de Miranda, aos cenários ficcionais de Camilo Castelo Branco e de Agustina Bessa-Luís, encontramos diferentes conceções e funcionalidades atribuídas ao espaço e à paisagem literária. Além disso, as representações da paisagem vão sendo impregnadas por uma memória cultural e literária, que assim configura cartografias múltiplas, assumidamente subjetivas e intertextuais.

Também se lê a paisagem através de outros textos que integram a tradição e o imaginário coletivos.
A paisagem é espaço habitado e/ou vivido; ao nível dos espaços íntimos e domésticos, é cenário dominado por imagens arquetípicas – poética do espaço (G. Bachelard); é visualidade e perceção de um sujeito (M. Merleau-Ponty), experiência e subjetividade, modo de ver e elaboração artística (construção). No âmbito desta relação Literatura e Paisagem, ao nível dos estudos literários mais recentes, estabelecem-se várias perspectivas e diálogos em torno da questão axial – como se escreve a paisagem e por quê? Como tentativa de alargar horizontes, sucedem-se as propostas que abordam tópicos tão diversos como os da “invenção da paisagem” (Anne Cauquelin); modos de ver a paisagem (John Berger); do “pensamentopaisagem” a uma “poética da geografia literária” (Michel Collot); mapeamento geográficoficcional urbano (Franco Moretti).

Nesta perspetiva, a região Norte de Portugal constituiu-se como paisagem privilegiada da escrita de vários autores, materializando-se em temas e visões plurais do espaço físico e afetivo, modos de representação e de inscrição: descrição e topografia; génio do lugar (genius loci); tópica literária (locus horrendus e locus amoenus); imagética da natureza; paisagem e estado de alma; refúgio, condição de exílio e visão disfórica; errância e apelo; exotismo e evasão espacial; horizonte físico e afetivo; imagens espaciais e cronótopo; viagem e imaginário turístico; peregrinações e espaços sagrados; oposição campo/cidade ou natureza/civilização; realismo e imaginação; (anti)determinismo geográfico; regionalismo literário; preocupações ambientais; narrativa de espaço; poética do lugar.

Mais informações através do e-mail paisagemeliteratura@braga.ucp.pt e também na página do Colóquio Internacional Paisagem e Literatura.

 

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